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COP 30: Impacto das mudanças climáticas na saúde das populações é um dos pontos principais a ser discutido

COP30 é oportunidade para médicos, organizações internacionais, governos e profissionais diversos alertarem para necessidade de protocolos

As medidas para amenizar os impactos da mudança climática no planeta são um dos principais pontos de discussão da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que está sendo realizada desde esta segunda-feira (10) e segue até 21 de novembro, em Belém (PA). Mas enquanto entidades de 132 países se organizam, uma das principais preocupações que têm sido externadas por entidades diversas é como essas mudanças têm afetado, nos últimos anos, de forma direta e indireta, a saúde das pessoas.

Muita gente ainda hoje não tem noção do extremo perigo, por exemplo, que temperaturas extremas representam para provocar ou ampliar doenças respiratórias e cardiovasculares, levar  a maior incidência de doenças transmitidas por vetores como dengue e zika, a riscos de doenças infecciosas após enchentes e até efeitos negativos na saúde mental. Essas alterações podem levar desde problemas físicos como insolação e fadiga até questões psicossociais complexas como ansiedade e depressão.

A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), principal entidade representativa do setor no Brasil, tem colaborado de perto com a resolução dos problemas. A entidade divulgou um documento manifestando sua posição e apoio institucional total à COP 30. E apresentou sugestões de contribuições do setor produtivo à consolidação da chamada Agenda de Ação da Conferência, com base em ações concretas para reduzir o aquecimento do planeta.

Com papel ativo em discussões sobre eficiência energética, qualidade do ar de interiores e regulamentações do setor, a entidade afirma, no documento, que reconhece o Protocolo de Montreal como “o tratado ambiental multilateral mais eficaz já firmado, cujos avanços na proteção da camada de ozônio e redução de gases de efeito estufa seguem, também, relevantes para as metas do Acordo de Paris”.

Dentre as propostas apresentadas como contribuições do setor para a agenda climática, a Abrava destaca a elaboração e implementação de um Plano Nacional de Resfriamento do planeta e o fortalecimento dos códigos nacionais de energia (uma vez que a climatização responde por grande parte do consumo energético em edificações).

Além disso, a entidade pretende trabalhar para redução de emissões de gases de efeito estufa em 68% até 2050, aumento da eficiência de novos equipamentos em 50% até 2030, no fortalecimento das políticas e orientações de compras públicas, para que sejam feitas de forma mais sustentável, e ampliação de investimentos e parcerias para pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de climatização, dentre outras questões.

“Com o avanço das mudanças climáticas e o agravamento da poluição do ar, os sistemas de climatização ganham um papel cada vez mais relevante. As temperaturas extremas, as ondas de calor e o aumento das queimadas exigem ambientes preparados para oferecer conforto e proteção. Ter um projeto de climatização bem planejado é uma necessidade dos novos tempos, garantindo que os espaços internos sejam refúgios seguros diante dos desafios do clima”, disse Leonardo Cozac, presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).

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